Technical content

Para quem ainda não notou, eu não publico conteúdo técnico aqui. Antigamente ainda publicava muito raramente, mas agora que faz parte do meu trabalho, minhas publicações estão concentradas na Intel Developer Zone. Os artigos são exemplos do que ando trabalhando no momento – agora por exemplo estou começando no mundo de desenvolvimento de aplicações para Ultrabooks usando sensores. Toque, GPS, começando agora com acelerômetro, NFC, etc. Também tem algo de HTML5, o que vou expandir no futuro. Então se você quiser saber o que ando fazendo na parte técnica, ou saber mais sobre desenvolvimento para Utrabooks, pode dar uma olhada nos meus artigos e claro, visitar todo o conteúdo disponível na IDZ.

For those who haven’t noticed yet, I don’t publish technical content here. I used to do that seldom before, but now that’s is part of my job, my articles are published at the Intel Developer Zone. Those articles are samples of my work at the moment – right now for instance I’m starting on the development for Ultrabooks using sensors. Touch, GPS, now going into accelerometer, NFC, etc. There is also some content about HTML5 that I intend to expand in the near future. So, if you would like to know what I’ve been doing on the technical side, or to know more about Ultrabooks development, you can check my articles and of course, all the content available at IDZ.

Buscando argumentos contra o machismo na comunidade?

Há anos – provavelmente uma década já – falo a respeito do machismo e misoginia na comunidade. Infelizmente pouco mudou. Os episódios são frequentes, os argumentos são os mesmos. Mas a boa notícia é que hoje você já pode encontrar recursos para saber 1) como identificar e 2) como responder.

Por incrível que pareça, um dos argumentos mais usados e mais eficientes em uma discussão é acusar a vítima de ter uma reação desproporcionada, de não ter senso de humor, de que não tem nada demais. E como somos criadas – as mulheres – para sermos conciliadoras, sempre acabamos questionando se a culpa não é realmente nossa, se não entendemos errado. Dica: se você se sentiu ofendida, diminuída, atacada, a probabilidade é que foi sim intencional.

Mas o melhor mesmo é saber como responder. Saber que existem táticas milenares de desacreditar uma pessoa, de atacar ela pessoalmente, de ofender anonimamente, de dar voltas ao assunto, usar a carta da liberdade de expressão, do anti-politicamente correto(o que daria um outro post). Saber identificar e como responder é fundamental para sua sanidade mental e evitar que, como tantas outras, você acabe tão desiludida que simplesmente abandone.

Então, vamos aos recursos – todos em inglês ainda:

Geek Feminism Wiki - com 95% de probabilidade, a situação que você se encontra já foi documentada. Os argumentos utilizados, o que está implicito nestes argumentos e como desmascará-los. Ali você pode encontrar também uma linha do tempo de incidentes – e olha que nem contamos os brasileiros – mitos a respeito dos grupos feministas online e até uma cartela de bingo. Sim, bingo, porque toda vez que você ver um incidente machista, pode tirar sua cartela e começar a contar o tempo que os argumentos vão ser listados. Recursos assim possibilitam dissecar uma discussão e observar os argumentos e métodos utilizados para manter a situação como ela está, como por exemplo o mais recente incidente desta semana. Existem mais de 600 artigos sobre diversos assuntos, mas em se tratando de um post em português para a comunidade feminina brasileira, eu gostaria de particularmente apontar para este artigo. Leiam e reflitam.

Ada Initiative – Valerie Aurora e Mary Gardiner decidiram que era hora de alguem dedicar-se em tempo integral a melhorar esta situação. Elas fundaram a Ada Initiative, uma organização sem fins lucrativos que as possibilita concentrar-se nestas situações, oferecendo consultoria, treinamentos, o que aparecer. Ano passado 30 eventos implementaram a política de intolerancia ao machismo e discriminação, o que foi um tremendo avance. Para manter esta iniciativa são necessário doações e patrocinadores. As doações podem ser de qualquer quantia, e se você conhece alguem que poderia considerar um patrocinio maior, apresente esta página. Agradecemos todas :)

Existem claros muitos grupos de apoio como Linuxchix, Debian Women e outros. Mas a iniciativa prática de começarmos a documentar e ter uma participação mais ativa que reativa me parece muito eficaz. O tempo dirá…

Matéria no Correio Braziliense – Aposta no software livre

Reproduzo aqui a matéria publicada na sessão de tecnologia do Correio Braziliense. Fiquei surpresa e imensamente honrada de ter o depoimento da minha primeira chefa e guru Kathia Juca, e da diretora de publicações da SBC, Karin Breitman. Muito obrigada!

Sulamita Garcia, engenheira de marketing técnico de um gigante do mercado, é a última personagem da série sobre mulheres na área da tecnologia da informação. A catarinense direcionou a carreira para o ramo dos programas de código aberto

» Thais de Luna

“No meu último ano do Ensino Médio, entrei em contato com computadores em um escritório onde trabalhei. Fiquei curiosa para mexer com essas máquinas e decidi tentar ciências da computação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para descobrir mais sobre elas.” Assim começou a trajetória de Sulamita Garcia, uma catarinense de 34 anos, no universo da tecnologia.

Ela não imaginava que sua curiosidade a levaria a ser, um dia, engenheira de marketing técnico para a Europa do programa de desenvolvimento AppUp, da Intel - uma das maiores multinacionais do setor tecnológico. A jovem de cabelos vermelhos acertou na decisão do curso e começou a buscar descobrir qual especialização mais lhe interessava. “Trabalhei com desenvolvimento de sistemas, segurança, suporte e, mais recentemente, com marketing técnico, que é a divulgação de material técnico para outros profissionais”, detalha Sulamita. Ela considera a área em que atua hoje em dia muito interessante, pois “sempre aprende coisas novas” e tem “novos desafios”, o que acaba com a sensação de rotina.

Sulamita começou na Intel em 2007, como administradora de comunidades open source – referentes a softwares livres (também conhecidos como programas de código aberto). Empolgada, decidiu acrescentar à função o trabalho com outras empresas e o desenvolvimento de estratégias para novos produtos, soluções de problemas inovadoras e ações de marketing alternativas. “Foi uma fase extremamente enriquecedora para minha carreira, na qual aprendi muito sobre estratégia e desenvolvimento de negócios, deixando um pouco de lado a área técnica”, afirma. Além disso, ela considera que era muito gratificante atuar com a comunidade de código aberto de maneira integral, algo que, antes de ir para a companhia, fazia apenas no tempo livre.

Em 2009, surgiu a oportunidade de ser engenheira de marketing técnico de open source na Europa, mais especificamente em Londres, na Inglaterra. “O perfil específico para esse tipo de trabalho é de alguém com experiência técnica, mas que também mantenha relacionamento com clientes. Abracei a oportunidade”, relata. Para ela, foram dois anos que lhe acrescentaram muito profissionalmente, pois pôde trabalhar com equipes de nações distintas. “Em seguida, veio mais uma oportunidade de mudança, para atuar em Munique (Alemanha) com o programa Intel AppUp para Desenvolvedores, em que educamos desenvolvedores de aplicativos sobre as oportunidades criadas pela AppUp Store e os ajudamos a enviar suas criações”, esmiúça.

Por iniciativa própria, Sulamita tem estudado a influência da parte psicológica dos indivíduos na área de design, consumo e decisões. “A companhia tem grupos de análise da experiência do usuário, novos métodos de pesquisa de mercado e design, setores que são fascinantes para mim”, admite. Como o programa que comanda é voltado diretamente para consumidores e desenvolvedores, a catarinense acredita que essa percepção é importante para desenvolver produtos atrativos e fáceis de usar, que contem com o engajamento dos usuários.

Perseverante

Segundo a superintendente de governança eletrônica e tecnologia da informação e comunicação Kathia Regina Lemos Juca, professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e quem orientou Sulamita no trabalho de conclusão de curso, a ex-aluna conseguiu contribuir com a sociedade a partir da divulgação e da desmistificação do uso do sistema operacional Linux. Durante todos os anos em que conviveram, as características da personalidade da catarinense que mais chamaram a atenção da professora foram a perseverança e a postura ética da pupila. “No decorrer da graduação, ela enfrentou muitas dificuldades e percalços, devido a problemas financeiros, mas ela aceitava e enfrentava os desafios. Manteve-se durante toda a graduação com bolsas de apoio ou de pesquisa oferecidas pela instituição e nunca se deixou abater, sempre bela e muito positiva”, assegura.

Ela recorda que a jovem, que já se interessava por Linux e código aberto, teve mais influência para entender essas questões na faculdade. “Como sempre tivemos um numero razoável de equipamentos, ficava muito caro pagar a licença de softwares. Então, sempre foi incentivado o uso de open source em nossos servidores e em aplicações para a internet”, detalha. Kathia afirma que a presença de representantes mulheres em grandes companhias de tecnologia podem influenciar de maneira positiva aspirantes ao curso de ciências da computação.

Exemplo

A diretora de publicações da Sociedade Brasileira de Computação, Karin Breitman, professora do Departamento de Informática da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), conta que Sulamita é um exemplo para outras mulheres, principalmente no Brasil, de que é possível ter uma carreira bem-sucedida no mundo da computação. “Apesar de essa ser uma indústria de pessoas, em que se fala da importância do Bill Gates e do Steve Jobs, pouco se aborda sobre as contribuições pessoais técnicas, de engenheiros de verdade. A Sulamita é uma dessas pessoas que têm sucesso muito grande no mundo corporativo”, conta Karin.

Segundo a integrante da SBC, há um crescimento no número de vagas em empresas de tecnologia, mas muitas garotas nem sequer ingressam nos cursos de computação. “A gente tem mais ou menos três ou quatro ofertas de emprego por aluno”, reporta. Ela diz que, para convencer garotas a seguir o interesse que têm por computadores, usa casos como o da brasileira da Intel, como forma de apresentar possibilidades de emprego para essas jovens. “É fundamental mostrar o que fazem pessoas nessa área, abrangendo programação, design, arquitetura de software.”

Para Karin, o preconceito em ingressar na área não é apenas dos homens, mas das próprias mulheres. “Elas acham que vão ficar masculinizadas, com estigma de nerd. E então vem o exemplo da Sulamita, que tem uma boa carreira e ainda assim se arruma, é menininha, fala bem”, destaca. “Eu a acho sensacional. Ela tem um aspecto técnico muito forte, principalmente porque trabalha com Linux. E ela consegue mostrar que continua sendo feminina, mesmo em um emprego dominado por homens.” É essa diversidade de gêneros e culturas na indústria que, de acordo com Karin, faz o mercado evoluir.

Design in a box

As many people, I’m a big fan of Japanese cuisine. I can’t say I love everything, because I’m passed over the assumption that if I like sushi, I will like any kind sushi or any Japanese dish. One trip to an authentic Japanese restaurant in California proved me this. But still, I like try my choices with new dishes once in a while.

One good way to do it is with a bento box. A bento box it’s a complete meal, but with many items in small portions, so you can taste several dishes and preparations.

Bento Box at Haguruma this weekend, Munich

However, have you really observed a nicely packed bento box into details? I must confess I haven’t, until I was reading Emotional Design. A bento box has several purposes, some basic but some very subtle:

  • To have a nutritional balanced meal. Looking at it, you see protein, carbohydrates, and vegetables.
  • To have a diversity of tastes and offer the possibility of trying different options
  • To have a beautiful presentation, making the consumer inspired and feeling good by looking at it. The major aim would be to have that little sad feeling for destroying such piece of art before eating it.
  • To pack as many different dishes as possible, in such small space.
  • And mainly, to show off the chef’s ability in delivering a nutritional, delicious, packed but yet beautiful meal in constrained space

A bento box it’s a great example of a good design. It has the purpose of feeding and serves this purpose, but adds the extra quality by balancing ingredients and displaying them in a form of art.

As I was thinking over my bento box this weekend, I started thinking on services that lately are becoming very popular into delivering information into a fun and visual form. We all probably have been over extensive reports on market researches and numbers and projections over 150 boring pages. But more and more data companies are starting to offer some other options, like this graphic I’ve seen this weekend:

60 Seconds - Things That Happen On Internet Every Sixty Seconds
Infographic by- Shanghai Web Designers

I do hope this trend continues and improves. Now if you excuse me, this whole bento box talk made me hungry!

I had a dream…

In the future, operating systems will be obsolete. Computers would have personalities. One could be sarcastic, another would be really nice and optimistic, and another would be quiet, artistic and musical. All according with the owner’s personality and desire, and learning user habits and preferences…

A bit of Sci-fi? Hold that thought…

As I mention before, I have an increase interest for cognitive science. It’s the one thing that awakes my passion for technology that has been missing for quite some time. After more than 10 years dealing with integration and support, everything feels like ‘been there, done that’. Even if it’s a new piece of software, protocol, language or interface, it’s a matter of finding out how it works and done, next. So I’m on a very reflective moment in my professional career trying to find what’s next. Not just next position or next job, but in the big picture, what’s next for me, what do I really want to do. And what I really would like to do is to make integration among computers and people, to find new ways to develop computers. Keyboard for instance; it feels such an engineer’s solution. I have no doubt that iPhone and Wii success are hugely due the fact they integrate the user physically in the virtual world they represent, invoking the touch sense rather than just sight.

So, I’m thinking and reading and wondering… but two days ago, I question in my head made me freeze: ‘very nice, but do you have enough imagination to do such work?’ It was a doubt. I’m very creative, but how creative am I really? I was still thinking about it when went to bed, and there is that zone between sleep and awareness where I started imagining…

In the future, computers should have personalities. No keyboard or even input devices should be necessary; we already have headsets reading brain waves, and voice recognition has got to be better by them. Display could be anything, isn’t there this new window glasses where you can display information? So, not just the TV, but your microwave could display news and weather forecast. But that’s for someone who would like to read the news in the morning… what about someone like me, who prefer music? And maybe my microwave would already warm up the milk and pour my coffee.  The fridge would warn that I’m running out of cottage cheese and add it to the list, which would be a list that accepts both touch input – selecting the items I want from the supermarket’s products pictures  – but also accepting my writing and adding it to the list. But that’s easy – fridges are already running Linux

Ok, so the person who likes news can see the news and I can hear music and have my breakfast, what about the family organizing everyone’s breakfast and getting ready to take the kids to school? Traffic information would be nice; ideas for recipes for lunch based on what’s available in the fridge and cupboard, maybe a connected food processor would start chopping the vegetables before you arrive? Adding spices would be my part to it, I never know when I feel like adding cumin or oregano…

The computer would be the main brain of such network of devices. Having your data in the cloud seems fine, until you ran into problems like bandwidth, the fact your data is controlled by someone else and they may shut it down – or even the government may cut your access. So the PC would be an “in-house-cloud-server”. It could be inside of a wall – I bet some people would have it already; I’m certainly doing that when I have my own apartment. And the display would be a small one in the wall, which would display pictures while not in use. So user interfaces also will be obsolete. But all this can only be possible if the industry ever agree on following standards. If you have one ‘Samsung house’ or one ‘Siemens house’, everyone will have to start from scratch and I won’t be able to see it in my lifetime. If we all use the same protocols and APIs, we could do that by 2050 maybe…

Of course, we are talking about people living in areas with Internet access and with money to buy such electric devices – and in many countries, that’s not really an issue. But if we really would like to change everyone’s experience, we need to think about everyone – poor people in Africa, India, Brazil. And amazes me the power technology has, the importance it has over many things I would think are more important. I’ve seen a presentation showing how people use cell phones in some regions in Africa, where there is one source of electricity for everyone, usually in the center of the village, in the city hall or something like it. That doesn’t stop them from having cell phones – remembering glorious days of Nokia phones whose batteries lasted more than one week… so everyone takes their phones to the electricity source and charges them there. Those phones have processing capabilities and network coverage, what else could they do? Play radio? Will processor be so small, cheap and powerful that even those people would manage to have one? So they would have TV and internet capabilities?

And why do we have to hold phones anyway? They are so annoying when you are in a long call, so unnatural to hold them to carry everywhere… why can’t I have already a wristwatch phone, or even bracelet-phone? Even better if I can change its colour to match my outfit – and I hope by 2050 we are over that idea that everything for women has to be pink, please. My watch phone would have a small earpiece for receiving or making calls…

It’s a bunch of ideas and idealization. It may be utopia. It may be people already developing it. But it sure answers my question – I do have imagination…

Qt, MeeGo and AppUp – Qt Contributors Summit

I recently attended the Qt Contributors Summit in Berlin, from June 16 to 18, 2011. The unconference was held in the nice Café Moskau, with many room and common areas for chatting. The main focus for the unconference was to talk about the next version of Qt and the definition of an open governance structure, reclaimed by developers for so long.

Lars Knoll opened the discussion about the next version in one of the first sessions. The last major version for Qt – Qt 4 – was launched 6 years ago. The world was a very different place, and users’ expectations now are also different. There was no iPhone or applications store, touch screen was not prominent and social media just starting. Nowadays all this is just basics, and so Qt framework wants to provide easy infrastructure for developers to create applications meeting those expectations. Qt Quick/QML will play a huge role in this scenario – they will have almost the same capabilities and resources as Qt. The intention is to make easier for ‘opportunistic developers’ – those who want to create simple and small applications to monetize – to use Qt. There were many discussions on how to do that, the priorities, but main message – everything is going QML. Pure Qt resources will continue to be available and improved, but QML is expected to be sufficient for most developers. But I invite my friend and consulting resource for QML, Helio Castro, to write more about it.

Another big conversation was the open governance. Community has been asking this for a long time – 11 years to be exactly – and it is finally happening. The governance will be similar to the Linux kernel governance:

This blog post explains it in details – http://labs.qt.nokia.com/2011/05/20/open-governance-roles-and-responsibilities/ – and as I could not do any better, I will leave to the link to explain J there is also a talk – or rather a discussion – held by Thiago Macieira at Qt Developer Days 2010. http://qt.nokia.com/developer/learning/online/talks/developerdays2010/tech-talks/qt-301s-open-governance-model/

I held two sessions: Qt, MeeGo & AppUp Developer Program and – due the interest raised in this session – MeeGo Application development store.

In the first session, several developers seemed please to find out AppUp is a perfect channel for open source applications to reach mass users on Windows desktops. As Qt is a multi-platform, there are a huge number of Qt applications also available for Windows, but no efficient distribution channel. AppUp is this channel, offering the possibility to distribute open source applications with the source code. When you upload your application, you can choose between several open source licenses, and if you do so, you are required to submit also your SRPM source code package. And your application will be available not only on AppUp, but also on many applications store powered by AppUp. One of the most recent examples is Dixons KnowHow store, pre-installed in netbooks being sold by one of the largest retailers in UK and Ireland. But I shall go into further details in a future post, with screenshots and examples.

During this session, there were many questions on MeeGo application development environment. So we scheduled another session for the next day to talk about the resources and the community to support it. The first place to look at is the main wiki page for MeeGo Apps. Conversations about MeeGo application development are happening in the MeeGo community mailing list and the main #meego irc channel hosted on Freenode. To help developers to package their applications, there is a community OBS server – OpenSuse Building System. For open source applications, developers can request an account for free and submit their code. To host the source code in a collaborative way, MeeGo suggests Gitorious, where developers can also create an account for free.

On the wiki page, you can find the guidelines for packaging applications for Meego, as well as information about the QA process. When one application is submitted to testing, the community can test and rate it. Long story short, if an application has been tested enough and is approved, it will be available in the community repository. You can find more information in the documentation ahead. I’m still learning the process myself, so I can submit more information later.

And overall, was an extremely well planned and awesome event. And even so it was an unconference, the conversations in the hallway still provide many great opportunity and insights. I’ve learn about several great projects, like QML 3D and Gluon, both of with deserve their own blog posts. I also hope the developer present there appreciate our efforts on bringing ClubMate to the unconference – even if that meant empting Germany’s supply that week! And I would like to thank Alexandra Leisse for the amazing job organizing everything – you literally rock! Seriously, you people need to hear her singing…

I shall declare Mondays the Blogging day for me, and hope you all enjoy some of the reports. If you have any suggestions on what subject you would like to see more of, leave your suggestion!

Geek Runner

So this year I decided to embrace my dislike of gyms. I’ve been fighting this dislike for a long time, to the point of hiring personal trainers to make sure I would actually go to the gym and do the exercises without having to memorize everything. Two years, 4 PTs and a lot of money later, I have to say it didn’t work. No fault on the PTs, don’t get me wrong. Although I would appreciate if they could get to a minimum consensus on how training should be, but that’s their issue. On my side, I did get fit; I was less stressed and with almost no fibromyalgia symptoms, had many laughs and learned a lot, but didn’t lose weight. And it’s very simple – exercise and no diet won’t make you lose weight. Dieting and no exercise will. So, exercise is just for management – toning up and stress prevention. And I won’t argue about this point anymore – you can say whatever you want, I won’t change my mind. And if exercise is management, I can tune it down a bit.

Living in Munich is a great motivator for outdoor exercising. Everyone is on their bikes, the sky is blue and there’s green everywhere. So after buying me a nice Fahrrad, I signed up for C25K program and started running – and loved it. I thought I didn’t like running – what I didn’t like was gyms. So after a few weeks, still building up resistance but several apps later, I decided to do a post about it. If you like technology to motivate you, maybe you will find this helpful. You probably also will need a smartphone…

Like I mention, the first app was C25K, or Couch (potato) to 5K run. Although it says K, the distance in there is measured in miles, and you can adjust your goal from 3 to 5 miles. Which is the first low point – how hard it is to have the metrics also in kilometres and kilos instead miles and pounds? I found this app long time ago on The Lady Geek TV app show, and was curious since then. I really like it because it acts like a coach, giving you feedback on what you should do: “warm up”, “run”, “walk”, “run”, “walk”… “cool down”. It tracks your path by the GPS and allows you to add a music playlist which will play randomly. I filled mine taking songs like “Run to the hills” and “Fly away” on iTunes Genius and pushing the resulting list into the app. I miss an option to tag power songs, to push some sprints especially on the last half of the exercise, when you are warm and feel you have more gas then time left on the app. It also has support for social media – Twitter and Facebook – but I won’t post my newbie lame runs while my friends are posting results preparing for marathons. But for start to running, it’s the best app so far.

I also tested the Nike+ GPS. My pair of tennis shoes/trainers/laufschuh is a Nike Structure Triax+ 13, which has a stronger support to correct pronation. I have to say it gives me a lot more stability than any other shoes I’ve tried, and it was one of the reasons I decide start running. Using regular trainers usually made me feel pain just for walking. This model also has support for Nike+, which is a tiny device you put underneath the sole and counts steps and speed. But since Nike+ GPS app do the same with the phone GPS, this piece it’s a bit useless now. As for the app, it doesn’t have anything especial – music, map, distance feedback, online report and social media – but nothing that makes it stand out from others. The only thing would be having a diary online, but that is also available from Polar. Although it does have the power songs tagging… maybe I should explore it a bit more…

A new app I’m trying is Endomondo. I like the name, I guess it comes from endorphin. I was attracted by the possibility to integrating with my heart rate monitor Polar FT60 – but it wasn’t what I thought. See, I love my FT60 – it keeps the log of my training and gives me feedback on the progression; counts my calories according to heart rate but also with the log and previous workouts; and even nags me if I’m particularly lazy in a certain week (feature I disabled after giving up on the gym, I may turn it back on now I’m regularly running). I love it even though Polar shamelessly won’t support Twitter or Facebook posting status, which drove me mad many times as I worked out my ass off into workouts like body combat or double spinning classes, which I would like to brag about it. But no, I had to post it only on my personal blog under https://www.polarpersonaltrainer.com/, where only other Polar users could see. Many people request social media on Polar forums and Facebook page, but no answer from the company. And c’mon Polar, I’ve worked with social media libraries and if I can write a small app to do it, you can too.

Unfortunately, Endomondo don’t work with the FT60, will only work with a Wearlink+(the strap to capture heart rate) with Bluetooth support. And the one with Bluetooth won’t work with my FT60. Maybe Polar is driven by personal trainers, each one believing their training is the correct one and all others are wrong, so not even their own devices talk to each other… Right now I don’t have any particular motivation for buying a Wearlink+ with Bluetooth after spending good money on Polar to leave my precious pink FT60 useless. Maybe I’m the wrong type of consumer who still expects devices to last longer than two years. Hippies… and without that, I’m not sure I need Endomondo. But I will test it a bit more, since many friends are there.

And although I really like my Triax trainners, I’m really inclined to try five-fingers and barefoot running. I love to feel the grass under my foot or burry them on the sand, but I have fairly sensitive feet and I don’t know if that will work. I never liked Converse trainers because of that; I could feel every bump or small rocks on the street. But at the same time, I read about how trainers actually make your muscles weaker for too much cushion, so barefoot running would actually strength them. I’m not sure I will be able to get used to, but I’m willing to try.

I hope the fitness gadgetry will congregate at some point. I heard nice things about Garmin devices and the fact they follow industry friendly standards, which would provide better integration with software and applications. If I will have to buy something new, I would probably investigate them. But for now, I would appreciate if C25K could tag power songs and let me use metrics I’m used to instead making me do mental conversions every time. Let’s see who sprints first…

Location, location…

Eu havia afirmado antes que o twitter matou meu blog. Mas depois de pensar bem, eu acho que minha vida offline matou meu blog… este blog que já viu dias melhores de 300 visitas diárias em média – o que sempre me pareceu estranho para um blog tão aleatório – tem poucas dezenas de teimosos readers e visitas ocasionais vindas de alguma busca. Há muito tempo passei a preferir a vida offline, mas acho minha vida offline demasiado tediosa para comentar. Ainda quero terminar vários drafts sobre meus lugares preferidos de São Paulo e Londres, mas isto é outra conversa…

Mas para atualizar, me mudei novamente. Deixei a cinzenta e cosmopolita Londres pela verde e alemã Munique. Na verdade uma cidadezinha ao lado de Munique, Haar, a 10 minutos do escritório da Intel em Feldkirchen, também do lado de Munique. Sei meia dúzia de palavras em alemão, mas pelo que vejo o sotaque manezinho vai me ajudar na pronúncia – aquele R que sai rasgando a garganta, o s chiando. Aliás, o sotaque manezinho, assim como o carioca, pode não ser o melhor para a pronúncia americana, mas para a pronúncia britânica, para o espanhol e o alemão ajudam muito. Depois de mais um brasileiro me dizer há poucos dias que eu falo como ‘uma gringa que fala português muito bem’, estou me esforçando para falar mais em português, e menos o portunhol que falamos aqui em casa. Sempre tive esta tendência de pegar o sotaque, fosse o sotaque paranaense quando morei em Foz do Iguaçu aos 10 anos, por dois anos antes de voltar correndo pra Floripa, fosse dos companheiros de universidade. Para aprender pronúncia é ótimo, mas já tenho que parar para pensar ao formular uma frase inteira em português, o que é meio bizarro. Então vou me esforçar em escrever e pensar mais em português…

Mas com a segunda mudança internacional em menos de dois anos, acho que posso dar meus pitacos sobre aqueles que pensam, sonham ou querem mudar de país, por alguns anos ou permanentemente. Já que várias pessoas sempre me perguntam a respeito e pedem dicas, resolvi escrever este post. Se está com preguiça de ler, a versão curta e primeira dica é: vale a pena, mas é muito mais difícil do que você imagina.

Quando eu consegui minha primeira mudança para Londres, foi justamente no meio da ‘crise’[1]. Todo mundo me dizia que seria impossível, inclusive meu chefe, quatro meses antes de me perguntar se eu ainda estava interessada… então meu conselho é: ouça conselhos, mas tome todos com uma pitada de sal. Tem gente que vai te dizer que é impossível, que é horrível, que não vale a pena. Não sei se alguem vai te dizer que é fácil, mas mesmo que te digam tudo o que for, se você realmente quiser, você pode fazer acontecer.

Não vou falar aqui dos caminhos ilegais, está claro. Também não acho necessário falar sobre quem tem dupla cidadania, porque pode ir e vir sem muitos problemas. Vou falar da minha experiência de ter um único passaporte brasileiro e ir com a cara e a coragem. Também só posso me restringir a falar da área de tecnologia – você pode vir estudar, e com visto de estudante e tem direito a trabalhar por 20 horas, quem sabe consegue um estagio que pode levar a uma contratação e visto permanente, mas como não tive esta experiência, não posso ajudar…

Pouca gente sabe que quando aceitei o trabalho na Intel, também tive uma oferta da RedHat na Inglaterra. Ambos eram trabalhos muito bacanas, mas a Intel me abria uma área muito diferente, além de transformar meu voluntariado na comunidade open source em trabalho pago. Foi uma decisão muito difícil, porque significava também deixar a área de adminstração de sistemas, mas fui com a cara e a coragem. Além de ter sido uma experiência excelente, dois anos depois acabei indo para a Inglaterra de qualquer maneira. Como mencionei, não foi uma transferência fácil. Passei bastante tempo martelando na cabeça do meu chefe que eu gostaria de ir para a Europa, mas em meio a crise, a possibilidade era quase inexistente. Até que apareceu uma vaga onde precisavam de alguém que tivesse experiência técnica e comercial, falar não apenas com os desenvolvedores mas com executivos das empresas, e para open source. Mesmo que tivessem me dito que não em um primeiro momento, eu sabia que profissionais com este perfil, ainda mais dispostos a viajarem frequentemente, dar palestras, escrever documentação e tudo, não nascem em árvore. Então eu esperei, e conforme minhas previsões, alguns meses depois, a vaga continuava aberta. E então apareceu minha chance…

Segunda dica: se você tem um diferencial, pode ser mais raro, mas vai aparecer uma oportunidade que pouca gente pode preencher. Então você terá uma carta muito valiosa na negociação. Encontre o seu diferencial.

Porém todo o entusiasmo e a busca pela transferência entregaram o quanto eu queria a mudança. Isto em tempos de crise também deu a empresa uma vantagem: meu pacote de realocação foi resumido ao visto de trabalho. Tive que desembolsar e me virar para encontrar apto e pagar a mudança. O apartamento nem foi problema, porque hoje vejo que é muito melhor pegar o dinheiro e buscar por mim mesma que usar serviços de agências contratadas. Mas foi uma baita grana. O trabalho também era menor do que o que eu tinha feito antes, e tive que me acomodar a descer um degrau e voltar a dar suporte e escrever documentação.

Terceira dica: é extremamente difícil, por todos que conheço que conseguiram realocação, manter o mesmo nível profissional. Você provavelmente vai ter que descer um degrau, se é você que está correndo atrás e não a empresa que precisa que você vá.

Encontrei um ambiente informal, descontraído, com todos vindos do mundo open source. Foram dois anos muito divertidos, que possibilitaram que depois de quase quatro anos namorando a distância, Hector e eu pudéssemos morar juntos. Passeamos, conhecemos muitos lugares, fomos a Paris… mas o dinheiro não possibilitava o mesmo estilo de vida. Um apartamento de 45m2 custava 1300 libras ao mes. E isto porque eu tinha condições de pagar isto – muita gente dividia apartamentos com 6 pessoas para pagar 300 libras ao mês em lugares que ficavam pelo menos a uma hora de trem do centro de Londres. Tivessemos ido morar em algum lugar fora de Londres, seria mais fácil, mas então para que eu tinha me mudado?

Quarta dica: não se engane com o valor do salário, não converta em reais. Procure o custo de aluguel, do leite, da carne, do pão. Da cerveja também, mas neste caso valeu muito a pena :)

Morei perto de Canary Wharf, um dos corações capitalistas do mundo. É um universo paralelo, onde estão os bancos, a sede da Reuters e outras coisas. Existe um site de trabalhos ali que oferece salários exorbitantes – de 150 a 300 mil libras por ano para programadores. Muita gente ali ganha 500 libras por hora, advogados, stock brokers. Mas não se engane, estes contratos implicam que se você cometer um erro no programa e o banco perder alguns milhões, você é responsável por estes milhões. Você também não terá vida além do trabalho. Por isto existem muitas vagas abertas, a imensa maioria não aguenta muitos anos nisto, faz por algum tempo para fazer um pé de meia e volta para a vida normal. Mas se você está interessado…

Quinta dica: o site é http://www.efinancialcareers.co.uk/

Na Inglaterra existem muitos eventos e grupos de usuários organizando conferências. Para mencionar poucas, existem a UKUPA(user experience e design),  BSides UK(segurança), BarCampLondon, GeekGirlDinner, e claro, varios MeetUps dos grupos de Meego. Se submeter a vagas por sites é muito pouco produtivo, a imensa maioria das vagas são preenchidas por indicações internas. Então fazer networking é fundamental.

Sexta dica: se puder, busque e atenda eventos de tecnologia.

Setima dica: seja direto.

Uma das primeiras coisas que tive que aprender quando comecei a trabalhar com estrangeiros, quando estava no Brasil ainda, foi a ser direta. Para nós parece falta de educação, mas a quantidade de preâmbulo você tem que fazer com muitos estrangeiros é infinitamente menor do que estamos acostumados. Eles preferem que você vá direto ao ponto, não se preocupe em perguntar da família, do papagaio e do time de futebol, um ‘oi tudo bem, eu gostaria de pedir…’ é suficiente. Depende da cultura, claro: semana passada em uma reunião com um colega de trabalho italiano, levamos 20 minutos para começar a falar do objetivo da reunião… foi muito bom exercitar o lado latino, mas dificilmente funcionaria com um americano, inglês ou alemão. Pelo contrário, eles desconfiariam com tanta enrolação.

A Intel tem na sua cultura incentivar as pessoas a mudarem de trabalho de tempos em tempos. A lógica por trás disto é que depois que você domina um trabalho, é natural do ser humano começar a se sentir entediado e o desempenho cai. E como estou sempre pisando no acelerador, esta fase vem muito cedo pra mim. E assim apareceu uma oportunidade – novamente, uma necessidade específica, alguem com conhecimentos tecnicos e comerciais, mas especialmente para Meego. Mas incluía mudar de país – denovo. Porém o grupo parecia interessante, o projeto desafiante – levantar a AppUp, especialmente promovendo a submissão de apps para Meego. (A propósito, você sabia que pode ganhar 500 dólares se sua app para Meego for uma das 100 primeiras a serem disponibilizadas? E que as 10 melhores ganham mais 1000 dólares? Veja em http://appdeveloper.intel.com/en-us/submit-early ).

Então, lá fomos nós novamente… e a qualidade de vida que encontrei está sendo maravilhosa. Londres é fantástica, mas o tempo este ano estava sendo terrível. Nos dois primeiros meses do ano, vi o sol dois dias – apenas dois dias em dois meses. Não sei se era o efeito psicológico de saber que estava indo embora e então admitir o que me fazia falta, mas era deprimente. Aqui em Munique, o céu azul da Bavária tem se apresentado todos os dias. A comida da cantina da Intel é a melhor de todas as cantinas Intel que já experimentei, então não preciso me preocupar em cozinhar e tenho escolhas saudáveis a disposição.

Mas a fama de péssima comida em Londres para mim é injustificada. É porque somos muito privilegiados no Brasil e não nos damos conta – no Brasil cada esquina tem um buffett de comida a quilo, comida bem temperada e variada. Em Londres é outra coisa, almoço é um sanduíche com um pacotinho de batata frita ou sopa ou salada. Porém existem bons lugares para comprar um sanduíche, e outros que você vai comer comida com gosto de papelão. Eu pessoalmente gostava muito do Pret a Manger e do Pod. Mas se você quer comer comida mesmo, deixe de preguiça: vá cozinhar. Eu comi arroz e feijão muitos dias, preparando no fim de semana e fazendo alguma carne e legumes de manhã cedo. Fazer uma refeição descente em um restaurante não sai por menos de 20 libras – sendo bastante otimista. Então se você não vai se candidatar a vagas lá em Canary Wharf, prepare-se para cozinhar.

Oitava dica: pare de reclamar e vá cozinhar.

E por último, pense bem no seu objetivo de vida. O meu muda frequentemente – não achei que o sol, verde, natureza iam me fazer tanta falta. Estou felicíssima em um apto com jardinzinho, longe do burburinho urbano. Mas muitos dos meus colegas fazem questão de morar no centro, e comparado com Londres, em Munique dá pra morar de boa. Assim, na hora de escolher qual país exatamente se encaixa pense não apenas nos museus, pubs e teatros de Londres, ou na Oktoberfest de Munique. Pense no dia a dia, levantar de manhã, enfrentar transito ou transporte público, almoçar, jantar, fim de semana.

E se tiver o espirito aventureiro como eu, se jogue que a vida leva…

Acho que ainda tem assunto, mas por hoje chega, reviso segunda feira…

[1]A proposito, alguem reparou que no ano da ‘marolinha’, a economia retrocedeu em 2009? link Eu nunca vi nenhum anúncio sobre isto, só agora… mas enfim, que continue expandindo e que o pibão se mantenha.

The Science behind our decisions

Or “why we do what we do”. (or even “what I’ve been reading”.)

I have a growing interest in Cognitive Science. Long story short, I did psychotherapy for a couple of years (and that was by far the best investment in my life, btw). With time, I became more and more intrigued by my own reactions and how many times I perceived myself acting on some impulse from out of nowhere. This nowhere is our subconscious, and our reactions or responses are the results of how our brain perceives situations. So far, nothing new. But why, so many times, do we respond to situations in a manner that we know isn’t the best, yet we seem unable to control it? More, why, after realizing you misinterpreted some situation, do you find yourself reacting exactly the same way again even though you know it’s not good or necessary?

We humans tend to think very highly of ourselves. We are surely capable of amazing things. Shakespeare once wrote a text which many people live by:

What piece of work is a man! How noble in reason! How infinite in faculty! In form and moving how express and admirable! In action how like an angel! In apprehension how like a god! The beauty of the world! The paragon of animals!

“How noble in reason”. There are tons of people who believe their rational side is much stronger than the emotional or irrational side. If like me you live surrounded by engineers, you know how they are particularly inclined to think they are purely logical minds. Many of their favourite shows or series praise the ideal logical mind: Spock, House, Sheldon. But even among those Spock-wannabes, it’s very easy to perceive that egos, appearance, defensiveness and well, tribalism plays a strong part.

On the other hand, I’m also intrigued by our reactions to the different. Let’s take racism for instance – it makes absolutely no sense. We all came from Africa, we all have immigrants in our roots – be that Indians or Vikings. I don’t know the author, but this quote is brilliant: “Illegal immigration is not a new problem…Natives Americans use to call it White People”. For me it’s even more absurd when it happens in places like Brazil, a country known by its diversity. There where the native Indians, then came the Europeans, they brought the Africans, and tada, you have Brazil. But there are some people there who pride themselves in being descendants of Italian, German or some other European background, and look down on other people. But when their ancestors came to Brazil, there were lots of displays of xenophobia against these poor, hungry, and houseless immigrants, running away from the war, and who were then granted land by our government.

But as absurd as it is, this behaviour is way too common to think it’s restricted to some people culturally limited (I recommend reading this article if you think otherwise). I mean, I find myself sometimes being angry at some group of people because the way some individuals of this group treat me. I gotta tell you, sometimes it’s really hard being a foreigner, speaking with an accent and being generally clueless about the local costumes around here. And no, I’m not speaking about British people… but even when my reactions were towards a certain group of people, I knew rationally that this was absurd. There are good people and bad people in any race, country, culture and so on. But the fact that I felt inclined to jump into this reaction caught me by surprise. I mean, I’m not the most politically correct person, but it’s one thing to make jokes about certain nationalities and another one to automatically go into defensive mode when meeting one of them.

So, why, so much of the time, do our reactions ignore reason?

The answer to this question is complicated, and there are many books about it, and I’ve been reading a few. Part of the answer lies in our amygdala, a small piece of our brain that can process information much faster than the neocortex and can hijack our system if there is signs of danger – that’s a very, very simplified answer. When our brain recognize an object, our amygdala processes how we feel about that object. If that object has caused any trauma in the past, it’s very likely the amygdala will trigger a fight-or-fly reaction. So, when we are in a situation, our brain recovers the past information about that situation. If most of our memories about something are negatives, no wonder we will have a negative reaction to it – even when that something isn’t precisely the same and very likely doesn’t have the same intentions.

This clearly has a profound impact in our happiness, but can we expand this science beyond psychotherapy? Well, turns out, everything we deal is affected by this. How we decide our finances, our relationships, our interests, our health or activities, all our decisions are based on our experiences, how our brain reacts to things. Cognitive Science is exactly the study of “how information is represented and transformed in a brain or in a machine. It consists of multiple research disciplines, including psychology, artificial intelligence, philosophy, neuroscience, learning sciences, linguistics, anthropology, sociology, and education”.

When I started reading about it, one of the first books I read was Emotional Intelligence – Why it Can Matter More Than IQ. You may think this subtitle is too strong, but many studies have shown that people with high IQ many times fail in professional and personal life for believing that IQ is all that matters and being unable to integrate themselves with others. However, this is a dense and scientific book, and my damaged (by internet) attention span found it difficult to really dive into it. For the past year I’ve been looking more and more into this area, and I’m finding that maybe starting with lighter books would be more productive.

The second book I bought about it is Nudge – Improving your decisions about Health, Wealth and Happiness. It’s an amazing book, showing how simple nudges help people make better decisions. For example, did you know that the way food is displayed in a cafeteria influences the selections people make, including how healthy their meal will be? There is the ethical discussion about this, of course: How much should we influence people? How do we control the boundaries of influencing people’s behaviour? Should we influence behaviour at all? But this book has an extensive chapter about finances, and that makes me anxious, so I can’t read it too much right now.

So, I bought two other books. I’ve read only the introduction so far of Predictably Irrational. The one I’m reading right now is called Emotional Design – Why do we love (or hate) everyday things (thanks to Kathy‘s twitt!). That would be the marketing side of Cognitive Science. Why some products are so appealing? How to design a product to appeal to most people? How to decide which people will you  appeal with our product? In the first chapters, this book explains what is involved in product design: the visceral, the behavioural and the reflective design. The visceral design means the appearance, and pretty things get a better first impression. The behaviour design means its usability, if it’s effective at what it does. And the reflective design means the memories and feelings that object brings to you. Which one is more important? Haven’t we all got a useless object, that sometimes isn’t even pretty, but holds a strong memory for us? Or we often buy things that are pretty but not very useful? And since aesthetics are different among cultures, and memories are very personal, you can guess the difficulty inherent in designing products.

I haven’t finished this book yet – nor any of those previously mentioned – but I’m really excited about the area of Cognitive Science. It opens a new dimension on how our brain works, and how emotions play a great deal in everybody’s life. I’m considering applying for a master’s degree in the area, but I will have to wait at least another two years to drop my overseas status and be able to pay the regular fee. But until then, there’s lots of material available, like finishing the books I bought. My plan is to return to them in the reverse order I mentioned them in this post.

And with all that reading a bit of Round Ireland with a Fridge to distract me. Will I ever finish them all?

A Ciência por trás das nossas decisões – tradução vindo depois do almoço :)