Sulamita Garcia

November 16, 2005

Rapidinhas

Filed under: Uncategorized — sulamita @ 10:38 pm

Fui na embaixada da India tirar meu visto(pra se atualizar, clique aqui), pessoal super simpático. Então enquanto estava pegando meu passaporte, chegou um indiano, acho que era o consul, e começou a falar com o cara. Eu ouvia algumas poucas palavras em inglês no meio de um dialeto totalmente bizarro, olhando incrédula. Me avisaram que o inglês deles é terrível, várias pessoas me avisaram, mas mesmo assim eu não tinha me preparado o suficiente. O engraçado foi o cara que tava me atendendo falando “onde é que já se viu, não sabe falar inglês direito, e eu ainda tô pegando este sotaque horrível”. Esta viagem vai ser muito engraçada :D

Escolhi o modelo do meu futuro note: um Fujistu S2110. Lindo, leve, 64bits, meio caro, mas meus brinquedinhos sempre são escolhidos a dedo, foi assim com minha maquina que eu montei peça por peça, com o servidor do Linuxchix, com a minha Sony V1(que eu cismei com ela por causa do Nightshot e Nightframe), com meu dvd que toca praticamente tudo que se coloca nele… bom, no caso do notebook procurei um que fosse leve, que fosse de uma marca que não entortasse, uma das muitas reclamações, e que fosse de preferencia 64 bits. Pra variar obvio que não tem no Brasil, mas me disseram pra aguardar um pouco… bom, epoca de natal não é obviamente a melhor epoca, mas quero ver aguentar.

Topada dói. Fazer a sobrancelha doi(ainda preciso tirar foto do cartaz de designer de sobrancelhas num salão aqui perto). Saudades doem. Agora, a conta de celular deste mês foi a pior de todas… ui.

Finalmente vi Conan. Acho que o cigano Igor se inspirou nele. Arnold Swasaçlskdfpoiiasdfa olhando com cara de mal pra câmera e eu só pensava “Dara…”. Tão tosco que entrou pra lista de clássicos.

Acho que tinha mais alguma, mas não lembro…

November 15, 2005

Trabalho x Crédito

Filed under: Uncategorized — sulamita @ 11:07 pm

“Meu avô uma vez me disse que existem dois tipos de pessoas: aquelas que fazem o trabalho e aquelas que levam o crédito. Ele me disse pra tentar estar no primeiro grupo; tem muito menos competição…”

Indira Gandhi

November 12, 2005

Tratado nerd

Filed under: Uncategorized — sulamita @ 9:08 pm

Eu vejo muitas definições por aí do que são nerds, geeks, hackers e afins. Acabei de receber um comentário no irc sobre como fiz uma descrição tão simples do que são nerds na minha frase “entram em loop infinito quando alguma coisa desperta a curiosidade”.
Sempre me pareceu que a maioria das pessoas tentava classificar nerds pelos comportamentos, porém se esquece que comportamentos são efeitos, não causas. Para se entender um nerd, você precisa verificar o padrão de comportamento, não os resultados. Por isto que tantos classificam nerds como “viciados em Star Trek” ou “viciados em Senhor dos Aneis”(isto varia com a idade, como podem perceber) ou “viciados em ficção científica”. O que escapa à observação das pessoas é exatamente o vício: um nerd é antes e acima de tudo um curioso obcessivo.
Seja qual for o assunto, se despertar interesse, um nerd se tornará especialista no assunto. Se ele gostar de Star Trek, vai saber todos os nomes dos personagens, por mais que a lista pareça uma lista telefonica, milhares de nomes e quase nenhum enredo. Se ele gostar de determinado diretor, vai assistir a todos os filmes dele, classifica-los por ano, época e ordem dos que mais gostou. Logo, se você conversar sobre um assunto novo mas interessante, da próxima vez ele terá lido e pesquisado tudo a respeito e saberá conversar muito bem sobre o assunto.
Um grave problema que acomete os nerds é quererem saber demais, quererem mostrar o quanto são nerds. Eu sempre achei esta competição tão perda de tempo… eu acredito que isto seja reflexo das perseguições e discriminações que sofremos na escola por termos as melhores notas. Atenção! Não confundir Nerd com CDF. CDF é aquele cara que passava o dia em cima dos livros estudando pra conseguir tirar boas notas. Um legitimo nerd não estudava. Eu chegava na sala de aula e encontrava todo mundo em polvorosa porque tinha prova, e eu perguntava: “tem prova hoje?” “Sim, você não estudou?” “Não, nem lembrava que tinha prova”. E ainda assim tirava a nota mais alta, e conversava a aula toda. Bom, voltando aos nerds, eles começam provavelmente a se sentirem importantes porque finalmente estão sendo reconhecidos, e se empenham em saber todos os mais inúteis detalhes, como versões beta antes das releases, datas de releases, histórico dos protocolos. Pra mim é encheção de linguiça. Começar a falar de detalhes tão ínfimos que minha DDA começa a viajar, e eu entro naquele estado de balançar a cabeça e soltar grunhidos do tipo “an… aram… a tá” enquanto vou longe. Tão mais legal saber detalhes que mudam mesmo a minha vida :D

Latino caribo, mondo bongo
nobody said it was fair…

November 10, 2005

Blogs falados

Filed under: Uncategorized — sulamita @ 9:53 pm

Mais alguem aí também ouve a voz da pessoa contando a história quando le o blog de alguem conhecido?

Nerds malditos… obsessivos, que entram em loop infinito quando alguma coisa desperta a curiosidade ou algum outro sentimento mais intenso. Ansiosa eu? magiiiiiiiiiina

Sou um animal sentimental me apego facilmente ao que desperta o meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que não quero e ‘cê vai logo ver o que acontece…

Sim, é um post totalmente desconexo e aleatório… preciso dormir mais. Pensando bem, vou fazer isto agora. Boa noite.

November 7, 2005

Cuidado com os burros motivados

Filed under: Uncategorized — sulamita @ 6:19 pm

Isto É / Data:19/10/2005 – “Cuidado com os burros motivados”

Observador contumaz das manias humanas, Roberto Shinyashiki está cansado dos jogos de aparência que tomaram conta das corporações e das famílias. Nas entrevistas de emprego, por exemplo, os candidatos repetem o que imaginam que deve ser dito. Num teatro constante, são todos felizes, motivados, corretos, embora muitas vezes pequem na competência. Dizem-se perfeccionistas: ninguém comete falhas, ninguém erra. Como Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa) em Poema em linha reta, o psiquiatra não compartilha da síndrome de super-heróis. “Nunca conheci quem tivesse levado porrada na vida (…) Toda a gente que eu conheço e que fala comigo nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, nunca foi senão príncipe”, dizem os versos que o inspiraram a escrever Heróis de verdade (Editora Gente, 168 págs.). Farto de semideuses, Roberto Shinyashiki faz soar seu alerta por uma mudança de atitude. “O mundo precisa de pessoas mais simples e verdadeiras.”

ISTOÉ – Quem são os heróis de verdade?
Roberto Shinyashiki – Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTOÉ – O sr. citaria exemplos?
Shinyashiki – Dona Zilda Arns, que não vai a determinados programas de tevê nem aparece de Cartier, mas está salvando milhões de pessoas. Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito “100% Jardim Irene”. É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTOÉ – Qual o resultado disso?
Shinyashiki – Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ – Por quê?
Shinyashiki – O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. Ascorporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ – Há um script estabelecido?
Shinyashiki – Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um presidente de multinacional no programa O aprendiz? “Qual é seu defeito?” Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: “Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar.” É exatamente o que o chefe quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder. O vice-presidente de uma das maiores empresas do planeta me disse: “Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir.” Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ – Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki – Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência. Cuidado com os burros motivados. Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTOÉ – Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki – Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parece que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ – Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki – Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: “Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham.” Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉ – O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki – Exatamente. A gente não é super-herói nem superfracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTOÉ – É comum colocar a culpa nos outros?
Shinyashiki – Sim. Há uma tendência a reclamar, dar desculpas e acusar alguém. Eu vejo as pessoas escondendo suas humanidades. Todas as empresas definem uma meta de crescimento no começo do ano. O presidente estabelece que a meta é crescer 15%, mas, se perguntar a ele em que está baseada essa expectativa, ele não vai saber responder. Ele estabelece um valor aleatoriamente, os diretores fingem que é factível e os vendedores já partem do princípio de que a meta não será cumprida e passam a buscar explicações para, no final do ano, justificar. A maioria das metas estabelecidas no Brasil não leva em conta a evolução do setor. É uma chutação total.

ISTOÉ – Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki – Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: “Quem decidiu publicar esse livro?” Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.

ISTOÉ – Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki – O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

ISTOÉ – Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki – A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: “Você tem de estar feliz todos os dias.” A terceira é: “Você tem que comprar tudo o que puder.” O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: “Você tem de fazer as coisas do jeito certo.” Jeito certo não existe. Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você precisa ser feliz tomando sorvete, levando os filhos para brincar.

ISTOÉ – O sr. visita mestres na Índia com freqüência. Há alguma parábola que o sr. aprendeu com eles que o ajude a agir?
Shinyashiki – Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: “Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero ser feliz.” Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis. Uma história que aprendi na Índia me ensinou muito. O sujeito fugia de um urso e caiu em um barranco. Conseguiu se pendurar em algumas raízes. O urso tentava pegá-lo. Embaixo, onças pulavam para agarrar seu pé. No maior sufoco, o sujeito olha para o lado e vê um arbusto com um morango. Ele pega o morango, admira sua beleza e o saboreia. Cada vez mais nós temos ursos e onças à nossa volta. Mas é preciso comer os morangos.

November 6, 2005

Pratododia

Filed under: Uncategorized — sulamita @ 3:35 pm

Pratododia
(Danilo Souza)

Como arroz e feijão,
é feita de grão em grão
Nossa felicidade

Como arroz e feijão
A perfeita combinação
Soma de duas metades

Como feijão e arroz
que só se encontram depois de abandonar a embalagem
Mas como entender que os dois
Por serem feijão e arroz
Se encontram só de passagem

Me jogo da panela
Pra nela eu me perder
Me sirvo a vontade… que vontade de te ver

O dia do prato chegou é quando eu encontro você
Nem me lembro o que foi diferente!
Mas assim como veio acabou e quando eu penso em você
Choro café e você chora leite

Choro café e você chora leite

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