Sulamita Garcia

July 5, 2009

Burning out?

Filed under: Uncategorized — sulamita @ 11:51 am
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Combining an open source conference some days before my birthday – which means astrogical hell, that period where your world turns upside down and you question everything – is trigging unexpected results. No conclusions, just food for though.

I’m in Gran Canaria, for the Desktop Summit. Friday, at the Welcome Fiesta, I was talking with some people I know, and one guy who I didn’t know and didn’t know me, asked me who I work for, which I said Intel. “Nice, and what you do?” I do Moblin Technical Marketing, I replied. As I was pronoucing this words, I perceived the reactions I got from this guy. He didn’t recognise Moblin, he didn’t noticed Technical, but he heard Marketing, and from that moment on I was non existent in the group conversation for him. Unusual? Absolutely not. Should I try to demonstrate my technical skills, my CV or my contributions? Ha, I really don’t think so.

Today morning I was listening to Alexandra’s talk ‘Managing the Unmanageble‘, about community. She spoke about the importance of diversity, suggested that developers should go out and have offtopic chats and meet people in real life, you know, being a normal homo sapiens, which supposably are society animals. I found myself wondering if that actually have any effect on the audience, because I’ve seen several talks like that and not actual results. So during Q&A, I asked to the audience who between the developers agreed this is important. Absolutely all of them said it was, and I couldn’t believe in that. Some started justifying why it was important, and I explained that I was not questioning the importance of it, just the fact that if they agree, why don’t they do it. The reaction was some almost offended ‘of course we do!’. I couldn’t believe it, and not managed to hold down a ‘no you don’t!’, and one of the guys shouted at me: ’speak for yourself’. Sure, I mean, what do I know about community, conferences, diversity and social gathering…

How did I never realize it? And I was wondering why I’m feeling more and more like burning out

idiocy

June 18, 2009

Dia dos pais

Filed under: Uncategorized — sulamita @ 6:19 am

Chegando dia dos pais, homenagem à aquela que foi mãe, pai, amiga, inimiga, companheira, karma, tudo o amor é. Quando ouvi esta música pela primeira vez, acho que finalmente entendi o que minha mãe passa.

Saudades dona Marlene…

Mommy e eu

Mommy e eu

Paula Toller – Barcelona

Eu não sabia que existia
Esse outro parto de partir
E me deixar na beira do cais
Filho sempre meu não mais

Eu não sabia que teria
Que ter você pela segunda vez
Dar a luz a arte e ao mar
E a tudo mais que você sonhar

Solta da minha mão
Leva o seu violão
Dentro do mochilão
Leva também o meu coração

Eu não sabia que existia
Esse outro parto de partir
E me deixar na beira do cais
Filho sempre meu não mais

Eu não sabia que teria
Que ter você pela segunda vez
Dar ao mundo e a tudo que há
E a tudo mais que você criar

Solta da minha mão
Leva o seu violão
Dentro do mochilão
Leva também o meu coração

June 11, 2009

Orientação Política

Filed under: Uncategorized — sulamita @ 6:34 pm

Respondendo ao Caio - embora eu não seja das pessoas que ele deve andar discutindo política – aqui está o resultado do meu teste Political Compass:

Political compass

Sempre tive uma queda pelo anarquismo, mas infelizmente não acredito que o ser humano esteja preparado para isto. Sem mais por hoje :)

June 9, 2009

Moblin 2.0 – User Experience

Filed under: nerdices — sulamita @ 8:38 am

Disclaimer: Um dos motivos que eu não blogo mais frequentemente é porque fico querendo colocar mais e mais e mais informações e não acabo nunca, ou quando estou quase acabando, o assunto não é mais relevante. Comecei a escrever sobre a nova versão do Moblin logo depois que foi lançado e eu estava testando em primeira mão, porém além de purismo, outras atividades começaram a demandar mais do meu tempo. Como se não fosse suficiente, me lancei em uma missão kamikaze no trabalho e tenho duas semanas para fazer milagre, e este post provavelmente ficaria congelado. Isto não é provavelmente a metade do que eu pretendia publicar, mas vou optar por mudar desta vez e seguir o preceito “release early, release often“, e dar um gostinho para vocês do que realmente o Moblin 2.0 tras e o que se pode esperar. Prometo escrever mais semana que vem.

Semana passadaretrasada foi anunciada a versão 2.0 beta para netbooks do projeto Moblin, trazendo uma drástica diferença não apenas da versão 1, mas também de todos os desktops Linux até então. A notícia gerou muito barulho e foi parar no NYTimes, além de muitas análises mundo afora. Apesar de ser a versão beta, as novidades desta versão, que não comprometeram a estabilidade, foram o principal foco dos comentários.

O Moblin vem sido desenvolvido há dois anos, com foco nas novas funcionalidades que o processador Atom oferece. O mercado de netbooks, nettops e MIDs tem requisitos específicos: baixo consumo de energia e maior duração da bateria; tamanho da tela; e preço – porém sem comprometer o desempenho. E um dos usos mais esperados para estes dispositivos é para mídias – músicas, vídeos, fotos – que requerem mais do processador. Assim, foram incluídos no Atom recursos específicos para manipular mídia, habilitados pelo conjunto de instruções SSSE3. Estas instruções estão presentes na maioria dos processadores Intel desde o Pentium III, porém muitos dos primeiros netbooks que chegaram ao mercado utilizavam versões mais antigas do Celeron que ainda não vinham com estas funcionalidades. Porém qualquer computador baseado em versões mais novas com SSSE3 devem rodar o Moblin sem problemas e a todo vapor.

Eu finalmente tirei algumas horas testando o sistema num netbook Asus eeePC … , e testando como é realizar as atividades que estou acostumada a realizar normalmente na internet. A primeira coisa que notei é que um netbook de 8″ tem um teclado pequeno demais para meu conforto – logo eu que adoro teclados com as teclas altas, fofinhas, que fazem barulho, não aqueles teclados achatados e fininhos… questão de gosto e tamanho da mão. Mas tudo bem, semana que vem devo ter recebi um HP Mini Vivienne Tam(um lushoo), voltado ao público fashionista, não apenas feminino. A imensa maioria dos consumidores de netbook já são mulheres (preciso buscar a url exata deste estudo) – o item mais importante é o tamanho, peso e preço, não apenas ter um case coloridinho. Mas o que seria de nós sem a mídia para nos tornarem fúteis e sem a menor noção de computadores, não é mesmo?

Voltemos ao sistema, que é o assunto a ser tratado aqui. A primeira coisa a ser notada é o boot: uau! Vamos cronometrar, um, dois, três e … pronto! Ok, não foram três segundos, mas menos de 10 para ter a interface gráfica carregada e funcional, é uma ótima marca. Já podemos começar.

O sistema teve sua interface completamente reescrita e redesenhada, e desta vez implementada com recursos possíveis através do Clutter. Quando você testar, verá vários efeitos especiais bastante divertidos, que adicionam um atrativo a mais sem comprometer a performance, o que é muito bem vindo para máquinas com poder de processamento limitado.

A tela inicial do Moblin é a MyZone:

Aqui você pode ver boa parte do que o sistema tem. A barra de aplicações contem acesso rápido a algumas funções, porém ela só aparece quando você indica que precisa dela levando o cursor do mouse para a área superior da tela. Se não, ela sai do caminho e deixa mais espaço para suas aplicações, o que é precioso em telas reduzidas dos netbooks.

A área mais à esquerda contem seus compromissos do dia na parte superior e suas aplicações favoritas na parte inferior. A área no meio é o que você andou fazendo: documentos, páginas, mídias ou aplicações que foram recentemente usadas. E a área mais à direita são feeds de serviços baseados na web que você normalmente utiliza: Last.fm e Twitter são os habilitados nesta versão beta, mas as possibilidades são ilimitadas.

Proximo passo, conectar a internet. Infelizmente o sistema esteve um pouco instável com minha rede wireless WPA2, e aparente muitas placas wifi não tem se comportado muito bem – embora não tenha ficado lá muito empolgada com o Connman, mas isto é uma outra história… então vamos conectar o cabo e fazer o que realmente viemos fazer aqui, acessar a internet normalmente! Primeiro passo, então, é clicar no ícone internet:

Resultado:

Mas geralmente tenho várias tabs abertas, vamos abrir mais algumas:

Clicando naquela seta no canto direito superior, você pode ter um preview de todas as abas abertas:

Logo o sistema aprende quais são as minhas preferidas ultimamente e as ordena na lista de mais acessadas, que aparece quando abro uma nova tab.

Para que serve o botão de Status mesmo?

Ah, para Twittar ou checar meu último twitter…

Meus bons amigos, onde estão? Notícias de todos quero saber… então vamos checar o que eles andam fazendo na área de webservices da MyZone.

Ou simplesmente posso buscar quem estou querendo falar neste momento no botão People, onde tenho cadastradas minhas contas de jabber, gtalk, etc.

(geralmente desnecessário para quem não tem amigos)

O objetivo principal de netbooks é para acesso a internet, mas podem servir para outras distrações:

Frozen Bubble, um clássico entre os usuários de Linux

Bem, como disse anteriormente, preferi “release early, release often” do que ficar com isto armazenado mais uma semana para terminar e publicar. Prometo que em uma semana publicarei mais detalhes, que podem ser sugeridos na sessão de comentários. Agora, deixa eu voltar à minha missão

May 31, 2009

Londres – primeiro mês

Filed under: Uncategorized — sulamita @ 8:28 pm
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Mais de um mês depois, finalmente vou parar para escrever como foram os últimos tempos. Por mais que a gente se prepare, saiba que não vai ser fácil, que vai ser diferente, só mesmo depois de chegar é que tem real noção do quão difícil é. Na verdade, apenas depois de algumas semanas é que você realmente aceita que vai ser complicado por um tempo ainda…

Cheguei em um sábado pela manhã, depois de uma viagem insone de mais de 10hs. Foi bom porque vi vários filmes, e Slumdog Milionaire realmente mereceu o Oscar. Bom, cheguei, apresentei documentos, imigração me enviou para um raio X de tórax – segundo me explicaram, requisito para todos com estadia de mais de seis meses, o que não ajudou a me sentir melhor. Porém de volta a imigração depois do exame, o policial notou minha camisa do Iron Maiden e puxou assunto sobre os shows, de como eles fizeram mais shows no Brasil no ultimo ano que no Reino Unido. Já ajudou a melhorar minha moral. Eu sou paranóica, embora com visto, carta, documentos, dinheiro, as notícias sobre brasileiros na Inglaterra não são exatamente animadoras. Felizmente isto não foi relevante, e com tudo em ordem fui admitida prontamente.

Van de Heathrow para Docklands, para a imobiliária, da imobiliária para o apartamento. Eu havia reservado o apartamento definitivo pela internet, e embora tivesse todas as informações, planta, visita virtual, metragem na página, claro que era uma aposta. Mas quando entrei e vi a vista, fiquei imensamente grata por ter seguido minha intuição e reservado este, ao lado do Tâmisa. O que nas próximas semanas se mostrou uma ótima decisão, porque se além de todo o resto eu ainda tivesse que procurar apartamento, pagar hotel e negociar com imobiliárias, ia ser ainda mais difícil. A prestação de serviços aqui é decepcionantemente ruim. Quatro ligações para British Telecom, para conseguir um telefone no apto, e assistentes tão bem treinados quanto a Telefonica, onde a cada ligação você recebe diferentes informações e prazos. Finalmente, descobri que enquanto não tivesse uma conta bancária ou cartão de crédito local, não ia conseguir. Ok, vamos ao banco. Esta parte até que foi fácil, pois três dias depois de chegar, recebi o Council Tax (IPTU) no meu nome – aí sim foi eficiente – então já podia ir no banco abrir uma conta. Depois foi esperar vários dias úteis para a ligação do telefone, mais alguns para internet, e outros para TV a cabo (por comparação, quando assinei Virtua, foi instalado dois dias depois, em um sábado a tarde, e habilitando tudo na mesma hora). Enquanto isto, eu lidava com outros problemas: o apartamento veio mobiliado, porém a cama era impossível. Eu sentia literalmente cada mola – o que o Héctor chamou de uma sessão de acupuntura ruim. E implorando para a imobiliária falar com o proprietário para que ele removesse a cama, ou pelo menos o colchão. Duas semanas depois, a resposta definitiva: ele não tinha onde guardar, eu poderia me desfazer mas teria que deixar outra no lugar quando saísse do apartamento. Fiquei passada, mas depois pensando com calma, vi centenas de camas para vender no Gumtree – tá bom, eu coloco a cama que quiser, depois compro alguma outra usada e deixo no lugar. Mas claro que não seria assim tão simples: a cama tem um tamanho estranho, 137×190cm, e transporte de coisas grandes por aqui é dificil e caro, existe muita gente vendendo super barato ou até doando para quem consiga ir retirar. Em uma visita a Ikea Zaragoza, decidi qual colchão queria, porém ainda não estava disponível em Londres, em nenhuma das lojas longe pra burro do centro e das bordas da cidade. Depois de um programa de índio visitando uma delas, aprendi a confiar no website – se ele diz que a loja não tem algo, é porque não tem. Tudo mudou ontem, quando finalmente o colchão que eu queria do tamanho que eu precisava – e claro, pelo preço que eu estava disposta a pagar, o maior motivo de preferir a Ikea – finalmente estava disponível. E lá vou eu para os cafundós, e finalmente as coisas começaram a se acertar. Ao invés de esperar pela disponibilidade da Ikea, descobri que alguns donos de vans faziam o transporte ali também, e trouxe meu novo colchão para casa, junto com outras coisas, além de uma carona que me evitou outra viagem metro+trem+onibus de volta. E o que fazer com o colchão antigo? Ainda não sei, tenho algumas opções de vender, doar, deixar na varanda, mas por enquanto está servindo de base para o colchão novo. Ah, a diferença que faz uma noite bem dormida…

E não importa se você se muda para um apartamento mobiliado, sempre falta algo. E para uma pessoa detalhista como eu, até a cor da mesa do computador precisa ser muito bem escolhida. Depois um guarda roupa que caiba no quarto, uma televisão decente, armários para banheiro. Falando em banheiro, precisava de mais gavetas para guardar minhas tralhas cosméticas, enquanto tentava decifrar as substâncias reagentes no meu teste de alergia, e encontrar estas substâncias nos meus cosméticos. Resultado: metade de tudo, incluindo itens novinhos da L’Occitane, todos proibidos e armazenados – este assunto ainda vai me render outro post. E olha, a disposição do atendimento aqui me fez sentir uma saudade imensa de São Paulo – não lembro a última vez que visitei um lugar com atendentes tão antipáticos e de má vontade. Não exatamente todos, mas eu diria que 70%. Outros pequenos dissabores vão pingando mais stress, esperar a mudança, a máquina de colocar crédito no metrô engolindo 50 libras – que felizmente eu recebi de volta alguns dias depois. E embora tivesse a paciente compania do Héctor, que por horas simplesmente me fazia compania enquanto eu tentava resolver internet, banco, etc, foi só na primeira semana, e mesmo morando tanto tempo sozinha, nestas horas eu queria compania. Não é para qualquer um. Estou controlando muito mais as finanças, pois ainda não sei o quanto vale meu salário aqui – que embora tenha sido equiparado ao que ganhava no Brasil, foi equiparado para alguem viver em Swindon, onde está o quartel general, e não para Londres, onde o escritório tem poucos meses e ninguém ainda se preocupou que a diferença de custo é absurda. A pesquisa de mercado me mostrou que o conceito de um bom salário em Londres é decepcionante, mas depois de adiar por tanto tempo, decidi que esta era a hora, e não me arrependo. Só espero que algo mude no futuro próximo. Acho que é como São Paulo, todo mundo acha normal trabalhar em São Paulo e gastar duas ou três horas diárias para morar no ABC… mas para quem trabalha bastante de casa e gosta de curtir seu canto, vale a pena investir.

O pior de tudo foram os sentimentos contraditórios. Custei a admitir que eu estava frustrada com o andamento – ou a falta de – porque parecia que soaria como arrependimento. Eu não estava arrependida, mas muito frustrada por não ter tudo ou pelo menos boa parte do que queria resolvido, e de estar gastando tanto tempo resolvendo isto. Quando finalmente consegui me dedicar ao trabalho, sair para jantar com amigos da universidade, e ir visitar o Héctor no fim de semana, meu humor começou a mudar – finalmente estava fazendo o que eu vim aqui fazer. Mas toda esta confusão, somada ao stress dos preparativos no ultimo mês no Brasil, não foi fácil.

Chega de reclamar né? O lado bom: transporte público aqui é fantástico. Não é barato, me custa mais de 5 libras quando preciso ir e voltar ao escritório, mas não preciso fazer isto todo dia. Pego um ônibus na esquina de casa – geralmente aqueles londrinos de dois andares, que passa no máximo a cada 5 minutos durante o dia, até o metro – DLR – e uma quadra até o trabalho. Quando estiver de volta ao ritmo normal na academia, acho que vou de bicicleta – são apenas 4.6km, em um caminho designado para bicicletas, logo vai ser uma ciclovia. Alias, andando de ônibus, metrô ou trem, e olhando a sinalização das ruas, dá pra entender como estrangeiros ficam perdidos no Brasil. Dá pra ir para qualquer lugar lendo os sinais, guias do metrô por todas as estações, agentes de informação, sinais de transito.

Comida é um item onde Londres é injustiçada pelo mundo afora. Isto pelo menos me fez muito feliz – encontrar opções diversas, diferentes, baratas, prontas, bem preparadas, e o melhor, saudáveis, é infinitamente mais fácil que no Brasil. Mesmo um jantar completo, sentado confortavelmente em um bom restaurante e comendo bem custa em torno de 20 libras. Para almoçar ou levar para casa, Itsu e Eat são minhas preferidas. Carne é incrivelmente cara, mas como nos ultimos tempos eu havia diminuído drasticamente meu consumo de carne vermelha, a grande opção e preços acessíveis para peixe, camarão e cordeiro me servem muito bem. Eu só preciso normalmente lembrar de pensar no jantar no horário normal. Estamos no começo do verão, e o sol brilha forte até 21hs, e eu distraída no computador, acostumada a pensar no jantar quando escurece, ou depois da academia, acabo indo dormir muito tarde por conta disto. Mas o dia mais longo dá mais ânimo, parece…

Depois de visitar a esnobe Reebok e a barata demais LA Fitness, acabei me decidindo pela Virgin Active, que tinha um estilo mais parecido com a Bio Ritmo, mais holístico. E além do que, tem uma piscina com hidromassagem para usar o quanto quiser depois do treino :D tenho um mês para a Operação Gran Canária, vamos ver o que consigo até lá.

Mas o melhor de tudo certamente é o ambiente de trabalho. Na parte de infraestrutura, recebi um monitor 22” LCD, vou receber um Thinkpad X200s para usar como máquina de desenvolvimento e um HP Mini Vivienne Tam para demonstração. Isto já dá um animo, porém é o pessoal que realmente tem me feito bem. Geralmente sempre me dei bem com o grupo, porém é a primeira vez que um time é o mais parecido comigo possível. Não são tão parecidos porque eu mudei, já não sou mais a mesma nerd em jeans, camisetas geeks e interesses puramente técnicos, porém compartilhamos os mesmos interesses em open source e um senso de humor muito parecido. Aliás, o senso de humor britânico é um dos meus preferidos, ácido e irônico. Apesar de que eu ainda prefiro ver House em espanhol – ele consegue ser mais mal educado e falar muito mais palavrões que a versão original. Mas voltando ao grupo, acho que vai ser muito bom trabalhar ali. Pela ultima versão do Moblin – que também quero blogar, provavelmente amanhã – dá pra ver a criatividade do pessoal. É muito boa a sensação de estar tão próxima de um projeto assim no momento que ele vem a público, trabalhando justamente na interface deste time e o público.

Este fim de semana foi ótimo. Dias lindos, ensolarados, uma temperatura ótima – uns 24, 25 graus, no ponto em que não é muito quente nem muito frio, o sol forte e o ventinho refrescando – uma noite restauradora, e deixando a casa um pouco mais alegre. Comecei uma coleção de coisas curiosas ou simplesmente legais que vejo passando pelo rio. E apesar de tanta coisa, tiramos um dia na primeira semana para fazer turismo e tirar fotos.

Por hoje é só pessoal!

Por do Sol em Londres

Por do Sol em Londres

April 20, 2009

Walk on

Filed under: Uncategorized — sulamita @ 9:54 am

“And love is not the easy thing
Is the only baggage that you can bring
Love is not the easy thing
The only baggage you can bring
Is all that you can’t leave behind”

And if the darkness is to keep us apart
And if the daylight feels like it’s a long way off
And if your glass heart should crack
And for a second you turn back
Oh no, be strong

(Chorus)
Walk on! Walk on!
What you got, they can’t steal it
No, they can’t even feel it
Walk on! Walk on!
Stay safe tonight

You’re packing a suitcase for a place
None of us has been
A place that has to be believed to be seen
You could have flown away
A singing bird in an open cage
Who will only fly, only fly for freedom

(Chorus)
Walk on! Walk on!
What you got, they can’t deny it
Can’t sell it, or buy it
Walk on! Walk on!
You stay safe tonight

And I know it aches
How your heart it breaks
You can only take so much
Walk on! Walk on!

Home!
Hard to know what it is
If you never had one
Home!
I can’t say where it is
But I know I’m going
Home!
That’s where the hurt is

And I know it aches
And your heart, it breaks
And you can only take so much
Walk on!

You’ve got to leave it behind:

All that you fashion
All that you make
All that you build
All that you break
All that you measure
All that you feel
All this you can leave behind
All that you reason, it’s only time
And I’ll never fill up all I find
All that you sense
All that you scheme
All you dress-up
All that you’ve seen
All you create
All that you wreck
All that you hate

April 17, 2009

London Baby!*

Filed under: Uncategorized — sulamita @ 5:06 pm

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Resuming: I’m moving to London, next Friday, April 24th. Continuing open source work, continuing at Intel, but now as Moblin Technical Marketing Engineer. Sorry for my laziness (exhaustion), but I sooooooooooooo need a margarita right now :D

pt_BR
Ou “Minha vida parte 5″ (infancia, adolescencia, universidade, São Paulo e agora…)

Preâmbulo:
- aos 18 anos cheguei a conclusão que o Brasil só tinha uma saída: o aeroporto internacional
- há uns dois anos atrás li uma reportagem onde nosso (insira aqui seu adjetivo preferido) presidente Lula dizia “quem não gosta do Brasil que vá embora”

Apesar disto, minha visão do Brasil mudou muito depois de viajar por tantos lugares. Alguns melhores, claro – a Austrália foi um dos lugares que mais me impressionou, e um dos lugares onde um dia ainda quero morar. Alguns piores – para passear a India é fantástica, mas depois de duas semanas eu estava tendo um colapso. Acho que só mesmo indiano para conseguir entender e lidar com aquele turbilhão – ou a Danese Cooper :)

Mais muitos lugares me mostraram que tudo tem seu lado bom e lado ruim. Eu sempre quis viver em um lugar onde o jeitinho não fosse a ordem geral. Meu grande gosto pelas viagens sempre foi o diferente. Quando vou a um lugar diferente, quero saber como vivem e pensam as pessoas dali. Viver e pensar como brasileiros eu já sei, já conheço. Quando você conhece outras culturas, outras maneiras de ver a vida, outros valores, outros costumes, é que realmente se tem noção do tamanho do mundo, sua cabeça expande. Comecei a dar mais valor ao que temos aqui, porém também crescia sempre a vontade de morar em um lugar muito diferente, onde houvesse mesmo um choque de culturas. Eu e minha eterna fuga da rotina, da zona de conforto…

E a partir do fim de semana que vem, meu endereço será lá em Londres. Vou trabalhar como Moblin Technical Marketing Engineer para Europa da Intel. Está sendo divertido voltar a dedicar-me à parte técnica – gente, como se enferruja em dois anos! O trabalho é novamente um desafio, desbravar uma área nova na empresa em um território não coberto. As condições são boas, a equipe já me conhece, meu novo gerente tem me apoiado muito com todo o rolo de negociações, visto, mudanças… e aqui vou eu! Para a Capital do Mundo…

Quando aceitei a proposta da Intel dois anos atrás, tive que declinar uma oferta também fantástica lá mesmo em Londres, mas depois de duas semanas agonizando a indecisão, eu queria o desafio da Intel, que representava uma área completamente nova para mim. Após o período de lua de mel com a empresa, quando se começa a ver os problemas, vi que realmente me identifico aqui. Além da liberdade e confiança que sentia depositados em mim, nas minhas decisões e sugestões. Claro que não foram apenas flores, tive grandes frustrações, mas isto é verdade para qualquer empresa, mesmo se você é o dono dela… até que Londres voltou a pintar no meu caminho. E desta vez, não tenho dúvidas do que quero, do que me oferecem, e do desafio.

Parto dia 24 de abril – sim, daqui poucos dias. Estou convencida que não importa quanto tempo eu passe arrumando e resolvendo, alguma coisa ainda vai ficar para trás. Tudo bem. Vou me espalhando… e aqui vou eu, nova fase, novo capítulo. Quem sabe quais novas aventuras isto vai me levar?

Ficam aqui alguns pensamentos para quem quiser…

- “Não tem como” geralmente é apenas uma maneira de desencorajar quem não está realmente interessado (e poupar trabalho para quem o pronuncia)
- Nunca desista de seus sonhos. Eles podem ser adiados, mas não os esqueça
- O que realmente importa nesta vida é o que se leva dela depois que não estamos mais aqui
- Geralmente, quando você deixa de perseguir ferrenhamente algum objetivo e deixa simplesmente a vida seguir seu curso, seu objetivo finalmente se concretiza
- Nunca duvide dos seus sonhos, nem das suas intuições. Você pode conseguir tudo, tudo que quiser, desde que esteja disposto a pagar o preço
- Cuidado com o que você deseja, você pode conseguir :)

* http://www.youtube.com/watch?v=1HBGJVXSzas

Aproveitando que você leu até aqui, estou vendendo minha lava-louças e uma chaise longue preta, muito fofa. Se interessar, siga os links :)

April 12, 2009

Happy aniversary to us

Filed under: Uncategorized — sulamita @ 12:21 pm

March 27, 2009

Dá pra parcelar em um milhão de vezes…

Filed under: Uncategorized — sulamita @ 11:36 pm

Vendo o Globo Reporter sobre compulsão, lembrei de quantas vezes eu paro e fico pensando se um produto que eu me interessei realmente vale o preço, quando o artigo é um pouco caro ou caro mesmo. Geralmente começo a pensar se o produto realmente tem a qualidade que diz ter ou é só marca, se está bem costurado, se o material é de qualidade, quantas vezes eu vou realmente usar aquilo, eu realmente preciso ou é só empolgação. Porém diante da minha cara pensativa analisando e virando o produto nas mãos, pensando no que eu já comprei este mês, o(a) vendedor(a) em 99% das vezes – não digo 100% pq não mantive uma contagem, mas não lembro uma vez que não tenham sido assim – diz que “dá pra parcelar em não sei quantas vezes, fica baratinho”. Isto quando não vão além, e sem eu perguntar nada, sacam a calculadora e calculam a parcela mensal. E realmente, pensando no valor mensal, parece pequeno né? Então geralmente eu digo que não é este o problema, que o produto ainda custa X no fim e eu estou pensando se vou realmente usar.

Daí lembrei do caso mais legal, que eu estava pensando muito bem em comprar uma peça realmente cara, mas que eu tinha adorado. E até hoje não me arrependi, mas foi uma pequena extravagância. E eu queria que a vendedora parasse de falar e me deixasse pensar, e ela não parava, falando de quantas vezes dava pra fazer, que não ia ficar pesado, que tinha ficado ótimo… até que eu cansei e falei “eu sei disto, o problema não é a parcela, é o valor final, porque não estou comprando isto com o dinheiro do meu marido, é meu dinheiro e eu sei o quanto me custa ganhá-lo”. Não foi o suficiente para ela parar de falar, mas pelo menos ela começou a enfocar na exclusividade e material da peça, até na cor que havia combinado com meu tom de pele. Mas ela entendeu o recado.

Então se eu tenho um conselho pra dar, é este. Lembre-se do quanto custa ganhar seu dinheiro. Mesmo que você adore seu trabalho como eu, lembre-se dos dias que teve que acordar cedo ou dormir muito tarde, das reuniões, das pressões de prazos, dos relatorios, dos bugs insolúveis… também é legal fazer a conta de quanto você ganha por dia e por hora, e na hora de comprar algo, pensar em quanto tempo você teve de trabalhar para aquilo. Se você resolver comprar, vai se sentir ainda melhor por saber que foi seu esforço, sua decisão e que você se permitiu. Assim vai curtir ainda mais o que comprar :)

March 21, 2009

Saving the Planet??????

Filed under: Uncategorized — sulamita @ 2:20 pm

“We are so self important, so self important… Planet is here for 4.5 billion years, and it will still be here for long time. Planet isn’t going anywhere… we are! Planet will be here for a long long long long time after we’re gone…”

So, let’s be honest and say it as it is: how to avoid humans to be extincted faster than we should. Planet will freeze again sometime in the future, we are just accelerating. Maybe if people recognize that, “green” behavior may be more effective.

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